quinta-feira, 31 de maio de 2012

Rei

Um menino turrão e lindo. Que adora brincar de Ben 10 e lindo. Marrento e lindo. Que dá abraço a prestação e lindo. Inteligente e lindo. Que dá escândalo na hora de tomar banho e lindo. Cheiroso e lindo. Que não dispensa um biscoito recheado e lindo.Tagarela e lindo.

Muito lindo.

-Arthur, agora que a gente já bringou de pega pega, Ben 10, polícia e ladrão, bora  brincar de tirar foto?

-Vou pensar

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Tá bom

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Mas não é para fazer essa cara de que não tá afim de tirar foto, Arthur!!

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Aí, melhorou

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Bora fazer pose de assustado!

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Pose de quando alguém solta um pum

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Agora bora ver quem tem a boca maior

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E agora bora fingir que a gente tá dormindo

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Agora bora tirar foto com cara de gente normal

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Oxe Arthur que cara é essa?

Ai, é que eu tô cansado de tirar foto já, vou pra casa.

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cri, cri, cri…

Porque eu amo os mementos que ele me dá carinho. Porque eu me acabo de rir quando eu desejo “boa aula” dia de sábado e ele me responde impaciente que não tem aula. Acho lindo quando ele me liga para saber se vou pegar ele na loja quando eu sair do trabalho. Adoro quando ele me chame de Dedê – e é cada vez mais raro. Amo tudo. Até as patadinhas. Porque ele já nasceu com uma personalidade forte. E fiz cara de mal, mas depois dei risada quando ele contou que a pró o deixou de castigo porque ele tava brincando com um coleguinha de luta na hora da aula. E outro dia eu vi um par de sandálias do Cebolinha no meio da sala, achei tão grande, e então me dei conta que ele já calça 28.

Ô meu Deus, meu amor já é um homenzinho.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Quem inventou a saudade?

 

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Não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe. Mande prender, não deixe ver a luz do sol. Deixe trancada num lugar bem escuro essa pessoa que deve ter um coração tão duro a ponto de rir de todos nós, seres inseguros e bobos, e melancólicos vez ou outra. Esse alguém que inventou a saudade, certamente não sabe o que é chorar do nada. O que só é ter vontade de se encolher, de sumir, ou de fazer qualquer coisa nada a ver só para tapar o buraco do peito e de preferência de algum jeito que não torne a abrir. Já ouvi até que ter saudade é melhor que caminhar vazio, mas, não me leve a mal o poeta, tenho lá minhas dúvidas. Imagino que caminhar vazio seja um tanto melhor que sentir frio. Tremer de saudade. Temer que nunca acabe. Que fique trincando na alma de forma doída essa coisa que começa com “S” e quase acaba com a gente.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Fala com quem para dar tudo certo?

 

revista Eu não sei se já cheguei a contar aqui, e se contei, não sei se deveria ter contado, portanto eu bem que poderia parar esse post por aqui porque será mais um daqueles em que eu vou expor a minha fraqueza, mostrar o quanto sou vulnerável. E eu não sei quem é que está me lendo aí do outro lado, sei que existem algumas pessoas que gostam de mim e passam por aqui sempre que lembram que eu possuo um blog e nele relato meio mundo de coisas que definitivamente não precisavam estar expostas na net Mas estão porque isso aqui é uma válvula de escape e um vício. Eu sou viciada em algumas coisas. Escrever no 2 altos! É uma delas.

Enfim.

Minha infância foi uma coisa legal, brinquei muito, me diverti a bessa, tive muitos amigos imaginários, alguns amigos de verdade, irmãos mais velhos e tal. Mas eu sempre senti um vaziozinho aqui dentro. Não me pergunte de onde nem quando ele veio, mas por muitas vezes, e isso foi agravado na adolescência, eu ria por fora e por dentro eu chorava horrores. Sei lá, talvez eu não tivesse ideia de qual era o meu papel no mundo, talvez eu sentisse falta de coisas que eu nunca soube o que era, talvez eu tenha sido sempre uma pessoa muito carente. Aí, quando eu tinha16 anos, aconteceu uma coisa que marcou a minha vida. Fui humilhada, maltratada. E não foi por nenhum estranho. Aquele episódio ocorrido em uma tarde qualquer, encheu meu coração de dor. Mas, passada a tempestade (que, ressalte-se, só passou por causa da grande ajuda do meu irmão Claudio, do jeito como ele segurou a minha mão e me disse coisas que me fizeram erguer a cabeça) eu só quis superar. Porque na maioria das vezes a gente cresce mesmo é nas dificuldades. E eu fui seguindo, conquistando, lendo muito Paulo Coelho e alguns livros de auto-ajuda (hehe). Então passei, em pouco tempo, de uma menina com medo e baixa auto-estima para uma menina com medo e auto-estima elevada. E surpreendentemente as coisas foram acontecendo dando sempre certo. Tudo o que eu quis, de alguma forma, conquistei.

Mas a roda gigante da vida gira. Ela não fica parada lá em cima com a gente vendo de as crianças se divertirem no parque e a gente com a impressão que o céu é o nosso limite. Às vezes, está tudo parecendo um mar de rosas, mas a roda gira, e vc está lá embaixo, e o parque está sem graça. E não que todas as coisas que vc planeja, ou sonha, estejam longe de realizar, mas, tem horas que  a impressão é de haver muito mais pedras no caminho. Eu costumo “brincar” com Deus: “ O Senhor tá pegando pesado comigo, hein?!”. E vocês sabem que há muita gente invejosa por aí, eu uso meus patuás, espalho sal grosso, penso em excluir o Facebook para ficar longe do mal olhado, afinal, se no dia a dia, olhando no olho, fica difícil saber quem tá torcendo pela gente de verdade, imagina nas redes sociais? Mas daí eu penso que uma oração forte, bem forte, livra a gente de todo o mal, Amém. E mudo de ideia.

Ai, Jesus. Acho que me perdi um pouco, mas para resumir: nem todos os planos estão dando certo do jeito que teriam que dar. E é difícil lidar com isso. Porque são coisas simples, são detalhes que, puta merda, poderiam estar muito mais adiantados, mas ficam empacando. Minha mãe sempre me diz para ter paciência – mesmo sabendo que no meu lugar ela já teria espumado-. Paciência, paciência e paciência. Ahhh, Deus! Custava tudo sair amarradinho, bonitinho, jeitosinho, exatamente do jeito que a gente pensou que sairia?

Para concluir esse texto meio desconexo, deixo aqui a mensagem que eu recebi de uma pessoa muito especial, que tem sido cada vez mais especial e necessária em minha vida. Ela me escreveu:

“Nenhuma conquista tem graça se não houver dificuldade para alcançá-la. Entregue tudo nas mãos do Senhor, confie Nele e o mais, Ele fará. Se há 1% de chance de dar certo, tenha 99% de fé. VAI DAR TUDO CERTO”.

E vai dar né?! rs

Deus queira!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Reaprendendo a viver

 

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Quando Halana acordou, o calendário marcava o dia 18 de maio de 2011. Com as vistas ainda embaçadas, enxergou o pai. Tudo era muito turvo, e ela, sob efeito de fortes medicamentos, ainda não tinha dimensão do que havia acontecido, nem do quanto aquele despertar significava.

Dois meses antes, em busca de maior qualidade de vida, a moça havia dado entrada no Hospital Santo Amaro, em Salvador, para uma cirurgia bariátrica. Na noite em que teria alta, apresentou problemas: infecção generalizada. “Fui para a UTI com os batimentos cardíacos acelerados, mas estava completamente consciente. Quando vi aquele lugar, me assustei, tive uma espécie de crise de pânico. Depois, não lembro mais nada”.

O que ela não lembra; a família, os amigos e pessoas mais próximas, certamente, não vão esquecer nunca: seis paradas cardíacas, pressão chegando a zero, rim parando de funcionar, só para citar alguns exemplos. Durante o internamento, muitas foram as vezes em que as esperanças quase findaram, pois apesar de todo o esforço da equipe médica, o quadro era bastante crítico. Hoje, ao ouvir os relatos médicos e de quem acompanhou de perto os momentos em que sua vida esteve mesmo por um triz, Halana se emociona. Ao contar sua história, por diversas vezes, a moça de jeito espevitado – e que fala pelos cotovelos – fica com a voz embargada (...) precisa de uma pausa para as lágrimas, antes de retomar o fôlego para voltar a falar.

E fala, não com a dor de quem ao passar por momentos difíceis se questiona a todo o tempo porque aquilo tinha que acontecer justo com ela, mas sim, com o reconhecimento de alguém que está grata por ter sobrevivido.  “Eu tenho completa noção de que precisava passar por isso. Não sei se exatamente para me tratar, ou para tratar pessoas ao meu redor, porque isso tomou uma proporção muito grande. Tem gente que vem me abraçar e diz que eu sou um milagre, sabe?!”. Para a mãe de Halana, a religiosa dona Nalva, o que salvou a filha tem nome e explicação: “Jesus, porque tudo o que aconteceu com ela, não foi para a morte, mas para a vida. Uma nova vida”.

Halana acredita que, dentre os fatores que a ajudaram a se recuperar, estão a dedicação e o amor daqueles que de alguma forma cuidaram dela. A mãe, que só arredava o pé do hospital quando não havia jeito; o pai, os irmãos e o então namorado, que deram de si tudo o que podiam. A amiga Ângela, que a visitou e mandou e-mails contando as novidades para que ela não se sentisse tão perdida quando acordasse, as amigas Rejane, Renata, Carol, Juci, os companheiros de trabalho e tantas outras pessoas, algumas até desconhecidas, mas que, doaram o próprio sangue para que ela sobrevivesse (segundo Halana,  foram quase 80 doações). “Eu brinco quando encontro alguém que doou sangue para mim: olha, aqui nesse corpinho tem um pedacinho de você”, fala, desta vez se acabando na risada.

Já descontraída, revela que ficou conhecida como “a lenda do Santo Amaro”, e conta ainda que passou por algumas “Experiências de Quase Morte”, popularmente conhecidas como EQM’s. “Eu não acreditava nisso, achava que era a maior bobagem. Ô, não é não”, desculpa-se. “Não sei descrever muito bem ainda, mas eu via muita luz. Tem gente que diz que vê pessoas que já morreram (#medo), mas eu não vi ninguém, estava sempre sozinha. Não era nada doloroso. O que eu via era uma luz atraente e confortável. A sensação era de que a escolha era minha, entende? Eu podia optar por ir ou por ficar... mas aí eu fiquei”.

Tendo ficado, ela precisou de algo que até então, era raridade: paciência. A época era de reaprender coisas simples como andar, sentar, escrever e falar. “O tratamento era intenso, exaustivo, mas não esmoreci, traçava minhas estratégias porque queria sair dali, retomar minha vida”.

E ela retomou. Se formou no final do ano passado em Letras, numa turma que levou o nome de Halana Borges. Como antes do coma já havia se inscrito para um mestrado na Argentina, viajou para lá em janeiro deste ano e se matriculou. Os planos para o futuro incluem trabalhar com educação, por acreditar no poder de transformação que isso tem.

Ainda redescobrindo o mundo, tomando partido (no bom sentido) da vida que a cerca, ela faz questão de ressaltar que é a mesma pessoa. Com 40 quilos a menos, mas a mesma pessoa. Quer dizer, quase: “uma coisa que mudou em mim? Eu tô muito mais corajosa. E com uma gana maior de viver. E se antes eu planejava muito o amanhã, agora não estou mais com tanta urgência. Se der, deu. Se não der, paciência... Eu lembro que minha vó me contava uma história de uma menina que vivia pedindo uma boneca ao pai e ele dizia que depois dava, mas ela insistia, queria porque queria a boneca. E de tanto insistir, ela ganhou uma boneca muito bonita. Mas depois, o pai levou a menina para passear e apontou outra boneca ainda mais bonita. Ele disse à filha: era aquela que eu ia lhe dar. Mas você não esperou o suficiente... Então é isso que penso, que se não aconteceu hoje, é porque virá algo melhor”.

E se depois de tudo o que passou, Halana acha que dias melhores virão?

“Ôoooxe, não tenho dúvidas”, responde sem pestanejar.

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Texto escrito por mim, originalmente publicado no site Bahia Destaque. Vai lá: http://www.bahiadestaque.com.br/

Um neném de coração gigante

Ele nasceu em Salvador, e cresceu pelos bairros de Cosme de Farias, Liberdade e Retiro. Da infância, as lembranças não são as melhores, pois aos sete anos perdeu a mãe, dona Domingas. Ainda menino, viu o pai, José Lourenço, perder o principal sustento da família, pois a antiga feira de Água de Meninos, na qual possuía uma barraca, pegou fogo. Penúltimo dos seis filhos, Eduardo, que com 2,02m de altura, tem o carinhoso apelido de Neném, ajudou como pode no sustento da casa, muitas vezes “fazendo bico” como guia turístico em Salvador.

Quando o pai faleceu, Neném já estava com 20 anos. Aos 22, ingressou no Polo Petroquímico de Camaçari, como auxiliar de produção, de onde se desligou em 1989, como encarregado de embarque. Depois de sete meses sem trabalhar, teve a oportunidade de fazer um curso de segurança pessoal na França. Já de volta, em 1991, foi contratado para trabalhar na segurança da Câmara Municipal de Camaçari que, na época, ainda funcionava no Centro da cidade, próximo a linha do trem, onde hoje está instalada a Secretaria de Cultura. A princípio, a proposta não lhe pareceu muito interessante, já que preferia um trabalho que possibilitasse viajar e obter novos conhecimentos, mas como estava sem trabalhar, foi com a intenção de “passar uma maré” (que acabou virando, no bom sentido, um Tsunami de mais de 20 anos).

Presidida por Rui Magno, oposição e situação protagonizavam grandes embates na Câmara, mas “seu” Neném não contava conversa: estava ali para garantir a paz. “Com minha experiência nesses cursos de segurança, eu cheguei para apaziguar. O treinamento, e acho até bom você colocar isso aí (e aqui está), é fundamental porque deixa a gente preparado para lidar com diversas situações. Se alguém vem aqui chateado, zangado, temos que usar o diálogo. Eu tenho duas décadas aqui e nunca precisei usar a força com ninguém”, diz, orgulhoso. “Agora em março faço 21 anos de Câmara, já passaram aqui presidentes de vários partidos, mas eu me mantenho porque, para mim, o profissionalismo está acima de tudo".

Além do trabalho, outro motivo de grande felicidade para ele, é a família. Tem três filhos: Sidney (o pingo), de 30 anos, Abidjan - a filha que ganhou nome de cidade africana por ter nascido em 88, quando a abolição da escravatura no Brasil completou 100 anos- e Caroline, que completará a maior idade em maio próximo. Casar, casar, ele não casou oficialmente, mas morou com as mães dos filhos (que são irmãos apenas por parte de pai). “Sou músico, saio no Gandhy há mais de 25 anos, não era fácil ficar comigo...”, diz, mudando de assunto. Mas faz questão de ressaltar que tem uma ótima relação com todas as ex-mulheres, pois, prioritariamente, vem o bem estar dos filhos. “Quero o melhor para eles”, ressalta, fazendo uma pausa antes da próxima declaração:

“Amo muito meus filhos e digo isso sempre, porque a gente tem essa mania de só dizer as coisas quando está no leito de um hospital. Se houver vida após a morte, eu quero ser de novo pai deles. Meus filhos são verdadeiras bênçãos. Quando dá, eu junto os três, saímos todos, é uma alegria”, diz, emocionado.

Dentre as características de seu Neném, estão o otimismo e a alegria de viver. “É uma raridade eu me aborrecer. Procuro ver sempre o lado bom, não fico olhando para o lado ruim. A gente tem o privilégio de ter um emprego, ter pessoas que fazem questão de estar perto. Pior é doença, né?!”. Para derrubar o negão, só a falta de caráter: “O que me deixa triste é o mau-caratismo, não sei ser falso. Se eu não gosto de uma pessoa, não vou sentar com ela numa mesa. Tem gente que senta na falsidade, mas eu não consigo ser assim”.

A política da boa vizinhança também faz parte do dia a dia dele. “Eu tenho uma filosofia de vida: se coloque no lugar das pessoas que raramente terá problemas. Se você ligar um som alto às 22h, vai incomodar seu vizinho. Amanhã ou depois, se ele fizer a mesma coisa, você não vai gostar”.

Mesmo com o otimismo, ele revela alguns dos momentos de maior tristeza em sua vida: a morte dos pais, de dois irmãos, e do sobrinho Djalma, que faleceu no acidente da Fonte Nova, em 2007. “Você perder um ente querido é duro, né? A pessoa tem que ser forte”. Natal também é um motivo para pequena tristeza. ”Eu não gosto porque nunca tive o privilégio de sentar em uma mesa com aquela família toda reunida. Nessas horas a gente fica um pouco triste, mas depois passa”.

Quando não está trabalhando, envolvido em ações do Movimento Negro ou na companhia dos filhos e amigos, seu Neném gosta de ir à praia, visitar pessoas próximas, ouvir música (de Benito de Paula à Exaltasamba) e também gosta de ler porque “a gente que é comunicativo, tem que ter assunto”.

Quando perguntado sobre os momentos mais marcantes de sua vida, o nascimento dos filhos ganha em disparado. Da infância difícil, como já contado aqui, não tem tantas lembranças boas, mas também não guarda traumas. “Hoje em dia eu agradeço porque quando você vê a dificuldade de perto, amadurece. Eu não dou R$400 / R$500 num tênis porque não vejo necessidade. Valorizo muito meu esforço. Tem gente que fala assim: R$ 10 não é nada. Mas para você ganhar R$ 10 é um duro danado”.

Com mais de 30 anos de serviços prestados (entre o Polo e a Câmara), esse Neném ainda não liga muito quando o assunto é aposentadoria. “Não chegou o momento, e não fico pensando nisso; mas quando acontecer, eu sei que não vou aquietar. Gosto de trabalhar, me sentir útil. Quero fazer um trabalho voluntário, ajudar as pessoas”.

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Texto escrito por mim, originalmente publicado no site Bahia Destaque. Vai lá: http://www.bahiadestaque.com.br/